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Nesta semana o Jornal Nacional completou 42 anos no ar, uma fórmula de sucesso que se reinventou e agradou o público: hoje o informativo é menos formal, mais próximo do telespectador.
Ao mesmo tempo vimos telejornais que mudaram daqui, dali e ainda não encontraram o ponto ideal, é o caso do SBT Brasil. Disseram que seria mais popular mas está mais tatibitati.
Quando os canais de TV não encontram uma fórmula que agrade, logo partem para o lado mais fácil: temas policias.
Se não é sobre assalto, sequestro ou enchentes frequentemente falam sobre drogas ou prostituição.
Preste atenção, são abordagens frequentes no Profissão Repórter, A Liga, Conexão Repórter, Repórter Record e afins, como se o jornalismo não tivesse outras possibilidades.
E existem opções, saúde, por exemplo. Hoje meu programa diário imperdível é o Bem Estar, encontraram ali um tema que é de interesse de todo mundo e fazem uma abordagem interessante e, assim como o Jornal Nacional, conseguem cativar a atenção por não ser tipo uma aula com professor chato.
Outro acerto, volto a repetir, foi o Jornal da Record News, informativo completo, distante do que é praticado pela TV Record que busca o sensacionalismo nos telejornais e, por ser restrito, não se preocupa tanto com audiência e realmente informa. Tem opinião, aprofundamento e a opção de poder conferir a continuidade dos temas via internet. Ou seja, multiplataforma.
Recentemente tivemos também o Brasileiros, Globo Mar, ou seja, existem possibilidades além de assuntos policiais, basta ter vontade de fazer, criar e ter como foco a informação, não a audiência. Acredito que bons índices seja resultado de um trabalho sério.
Veja bem: a primeira versão do Tudo a Ver tinha uma proposta nova e tinha a mesma audiência do Cidade Alerta que voltou para causar no sentido de elevar os números da Record e no entanto tem causado risos.
Em resumo, o jornalismo não deve ser muito focado no inovar e sim no saber fazer. O simples as vezes é suficiente.
Enquanto as emissoras brasileiras não entenderem isso continuarão batendo com a cabeça na parede atrás de respostas. |
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Já sabemos que os novelistas andam com crise de criatividade, é notável.
Mas o caso não se limita a isso: muitas histórias ou são resumidas ou simplesmente não acontecem por conta da classificação indicativa.
Crianças não podem quase nada e o que é permitido não condiz com a realidade das ruas.
Veja bem; a Globo vai censurar a abertura de Mulheres de Areia, sendo que a mesma história já foi exibida no Vale a Pena Ver de Novo sem maiores problemas, assim como Tieta.
Se em teoria evoluímos, como entender algo assim?
Ora, as crianças podem ver esse tipo de situação quando quiserem na internet. É livre.
O que eu quero colocar, na verdade, é que limitam a dramaturgia enquanto no jornalismo tudo é permitido, em qualquer horário.
Semana passada mesmo o Mais Você exibia uma matéria de crianças que participaram de um bacanal e ainda usaram como desculpa o fato de os postos de saúde darem camisinhas, ou seja, se dão é pra usar.
É aquela velha história dos pais que proíbem os filhos de tudo e nem desconfiam que são bem vividos e matam aula para gandaiar.
Adianta proibir na tela da TV quando essa não é a realidade?
Quer dizer, proíbem em uma história mas está ali nos telejornais. Não consigo encontrar a diferença.
Está aí mais um significado para o título da novela das 19h: mordem mas ao mesmo tempo assopram.
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Os últimos anos não foram um mar de rosas para o canal de Silvio Santos.
Acostumado a ser a segunda opção depois da Globo o SBT acreditou que nunca seria incomodado, tanto que existia até quem tirasse onda com as constantes oscilações de Silvio Santos que mudava horário de programas e cancelava atrações a qualquer momento.
Sabe a mulher - ou o homem - que para de agradar o parceiro e, assim, o relacionamento cai na rotina? Então, geralmente acaba em separação.
E muita gente se separou do SBT, outros esperaram na esperança de que um dia a situação iria mudar.
É possível dizer que isso aconteceu?
Mais ou menos.
Se você prestar atenção a situação não é tão diferente com relação aos últimos anos: tem jornal da madrugada que é gravado na véspera e repetido a exaustão; programação da tarde repleta de reprises como sempre aconteceu; jornal com opiniões do arco da velha; as principais sessões de filmes vivem de reprises e etc e tal.
Só que algo realmente é diferente: existe a consciência de que o SBT perdeu mercado e precisam virar o jogo, voltar a brigar como a emissora forte e querida que sempre foi.
Qual o canal mais popular do Brasil, conhecido pelos melhores programas de auditório? Melhores infantis? O SBT.
Comemorar 30 anos no ar não é para qualquer um e, no caso do SBT, existe uma relação inegável de carinho por parte do público que torce para que a emissora volte aos bons tempos.
O lado bom?
Acordaram enquanto o genial, porém teimoso, Silvio Santos felizmente ainda está por aqui. Creio que se deixassem para depois talvez poderia ser tarde demais.
A verdade, num balanço final, é que apesar de tudo, pela transparência, honestidade, dignidade e humildade que marcam a trajetória do SBT, esse canal merece muito mais ser o segundo do Brasil que a outra, totalmente sem personalidade e hoje mais perdida que moeda de um centavo.
Portanto, nessa semana de aniversário, meu sincero voto de que o SBT faça jus ao slogan e volte a ser a TV mais feliz do Brasil! |
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Eu gosto de reality show e, apesar de assistir esses mais bobocas, sou muito mais aqueles em que tiramos algum proveito, que nos acrescenta alguma coisa.
Por isso sempre defendi O Aprendiz pois é bom para qualquer pessoa que esteja dentro ou fora do mercado de trabalho, tem dicas muito importantes e a gente aprende com os concorrentes.
E essa é a primeira vez que acompanho um Super Chef, talvez por estar envolvido com o assunto. Há um tempo descobri o prazer de cozinhar e tenho apreciado qualquer coisa que envolva o tema.
Adoro quando o Mais Você faz os "workshop" e agora sigo o Super Chef, também extremamente rico em conteúdo.
São dicas valiosas para as donas de casa, chefs ou pra qualquer um que um dia precise se aventurar na cozinha, seja por gosto ou necessidade.
E conclui que, tanto quanto O Aprendiz, a equipe do programa está mandando muito bem.
E tá sendo muito bem recebido pelo público, notem que a audiência do matinal melhorou consideravelmente desde a estreia do reality.
Ou seja, não só de porcaria e desgraça se vive na TV.
Basta querer fazer - e pouca gente se interessa por isso.
Parabéns à equipe do Mais Você!
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| Tag: mais você, ana maria braga, super chef |
| Por Endrigo Annyston - 16:41 |
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Há um ano mais ou menos falei sobre a mudança da pegada em uma telenovela por conta da rejeição do público.
Tinha como referência Tempos Modernos, um verdadeiro fiasco que não funcionou nem sendo reformulada e praticamente virando outro folhetim.
A história se repetiu, em menor proporção. As pessoas não tiveram paciência de esperar Morde & Assopra acontecer e já a apontavam como um fracasso. Pressionado, o autor mostrou que tinha bala na agulha.
Eu sempre soube disso, apostei em M&A e, bem, a novela é um tremendo sucesso.
Situação diferente também em Insensato Coração e neste caso eu estou incluso na listinha dos que estavam descontentes, mas realmente a história demorou horrores para mostrar a que veio. No entanto, como no exemplo anterior, eu confiava em Gilberto Braga e hoje posso festejar junto aos que esperaram: valeu a pena!
Entretando, contudo, todavia... escrever novelas nunca foi o forte do senhor Tiago Santiago, né? Um mero colaborador que um dia se sentiu desprestigiado na Globo e rendeu bons frutos à Record, mas insisto, estava em uma emissora embalada, ou seja, bem mais fácil conseguir audiência - ainda mais quando se aposta em violência ou em remakes.
Aliás, devo dizer, a ideia de Os Mutantes era bem boa, só precisava de alguém que soubesse escrever os roteiros, assim não teria se transformado naquele samba do crioulo doido.
Idem para Amor & Revolução: uma ideia interessante que trataria sobre um período histórico do Brasil, a ditadura.
Mas vamos combinar? Se alguém estivesse interessado em didatismo voltaria para a escola. Em resumo, Santiago espantou o público.
Agora, com a forte rejeição, ele tem bala na agulha como os citados? Não, aposta em erotismo.
Há um ano, quando estava no ar com Uma Rosa Com Amor e tinha dito que faria uma novela para a família o que ele fez? Violência.
Esse é o jeitinho Santiago de fazer telenovelas.
Ou seja, está explícito porque a Globo não quis.
É tipo político: prometem, prometem, dizem que são isso e aquilo, na hora de mostrar serviço... comem pizza.
"E houve boatos que na Globo ele estava na pior..."
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Chegou ao fim o embromation da Record.
Após se livrar de parte de seus contratados por considerá-los brega (Raul Gil, Claudete Troiano, etc) e tirar o Cidade Alerta do ar porque queriam uma programação de qualidade, resolveram regredir.
Surgiram boatos de novas conversas com Raul Gil e agora a amplamente divulgada recontratação de Datena para a volta do policiaresco.
O retorno do "brega" não muda a vida de ninguém, no entanto, o acerto com Datena faz com que a emissora tire a máscara que por tempos usou para disfarçar - sem disfarçar de fato - essa dita programação de qualidade que teve vida curta.
Todos sabemos que pela ânsia por crescer rapidamente apostaram com todas as forças em sensacionalismo para alavancar a programação.
Tiroteios, perseguições e afins viraram estrela de última grandeza nos telejornais e nas novelas.
Coincidência ou não, astros da Globo que tinham apostado na rede dos bispos voltaram para o plimplim e, veja que coisa, Ana Paula Padrão em um momento de entrega total "confundiu" o Jornal da Record com o Nacional. Ou seja... ai como eu queria voltar!
O "engraçado", devo dizer, é divulgarem a contratação de Datena com os dizeres "Aqui se faz jornalismo de primeira com equipe de primeira".
Como se José Luís Datena, hipócrita como ele só - vivia detonando a Record, além de criticar todo mundo e não aceitou críticas de Tiago Leifert, etc) fosse de primeira ou se o jornalismo do canal fosse pelo mesmo caminho.
A verdade, no final das contas, continua sendo uma só: a Globo não tem concorrentes no Brasil e, se tem, concorre com si mesma através do Canal Viva.
Continua tentando Record, vai que cola?
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Desde o ano passado é notável o avanço da Globo no segmento séries.
E bem verdade que não é de hoje que a emissora produz seriados e se dá bem com eles. Já veiculou grandes sucessos como Sai de Baixo, Os Normais e A Grande Família, a última no ar há dez anos e ainda com índices expressivos de audiência.
No entanto, agora aposta em temporadas, formato bastante explorado pelos americanos.
Os programas não são mais exibidos durante o ano inteiro. Encomendam alguns episódios, dependendo da recepção do público, a temporada é aumentada e, também seguindo o padrão americano, são canceladas caso registrem baixa.
É falta de respeito quando isso acontece?
Não vejo dessa forma, pois série não é como novela ou minissérie que tem continuidade. Óbvio que os fãs ficam a ver navios, mas, quem gosta das produções americanas já está até calejado. Passam o facão sem pensar duas vezes!
E a questão, devo dizer, é que esse reconhecimento por a emissora estar batendo um bolão com o filão vem do fato de em único ano apresentar diversas opções.
Ano passado foram diversos os acertos: Força Tarefa e A Cura, as melhores, e Separação e A Vida Alheia, outras que fizeram diferença.
Em 2011 Tapas & Beijos e Divã são os grandes acertos. A Grande Família voltou a fazer sorrir e Macho Man as vezes consegue um sorriso amarelo - essa poderia ser bem melhor, mas ...
Ou seja, se o forte da Globo sempre foram as novelas, hoje ela domina ainda mais no quesito dramaturgia.
Quem sai ganhando com tantas opções é o telespectador que mais do que nunca está ditando as regras.
Se é bom, fica, se não é, bora pensar em outra opção.
É a fábrica de sonhos trabalhando como nunca!
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Acho que tirando Mariana Ferrão, Bem Estar e E Aí Doutor? sofrem por conta do exagero de Fernando Rocha e Antonio Sproesser.
Fernando parece um crianção enquanto Sproesser pensa ser um apresentador americano.
A cada acerto da plateia ele solta um "uauuuu".
Ah, a plateia não faz questão de disfarçar o treinamento. Nem dá pra perceber que são instruídas a bater palmas e que as perguntas foram ditadas pela produção.
Ou seja, falta verdade, espontaneidade.
Em contrapartida, na questão de conteúdo tanto Bem Estar quanto E Aí Doutor mandam bem e pode-se dizer que abocanham basicamente a mesma fatia de publico com uma audiência variável de cinco a sete pontos.
Considero, inclusive, que apesar de ameaçar a vice-liderança da Record não imaginava essa aceitação. Lógico que a Record esperava mais, mas cinco pontos às 16h para um programa sobre saúde, esse é um índice que deve ser comemorado.
Mas confesso que não é o tipo de programa que me atrai, sou muito mais o médico do Mais Você ou reportagens em outras atrações.
Todo dia, na minha opinião, cansa.
Sou mais o formato variedades, amplia o leque de possibilidades e agrada uma fatia maior de público.
Devo dizer, entretanto, que é louvável a atitude das duas emissoras, especialmente a Record. Deixar de falar ao menos durante uma hora sobre desgraça e fazer jornalismo de saúde é tipo uma vitória.
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